Atuação e produtos
Métodos de caracterização
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As soluções Sonelastic® e Scanelastic® se destinam a caracterização simultânea dos módulos elásticos e do amortecimento (atrito interno) de materiais. O módulo de elasticidade pode ser caracterizado pelos seguintes métodos: Os métodos quase-estáticos ou isotérmicos são baseados em ensaios mecânicos usualmente destrutivos, e os dinâmicos ou adiabáticos incluindo os ultra-sônicos, em técnicas de ressonância não destrutivas. Os valores determinados pelos métodos dinâmicos são maiores que aqueles determinados pelos estáticos em um percentual típico de apenas 0,5% para metais. Métodos Quase-Estáticos (ensaios destrutivos) Primeiramente, vamos introduzir o conceito de curva tensão-deformação. Tensão corresponde a uma força ou carga, por unidade de área, aplicada sobre um material, e deformação é a mudança nas dimensões, por unidade da dimensão original. No caso dos métodos estáticos, a carga, que pode ser estática ou se alterar de maneira relativamente lenta ao longo do tempo, é aplicada uniformemente sobre uma seção reta ou superfície de um corpo, e a deformação é medida e relacionada ao módulo elástico que pode ser o módulo de Young ou cisalhamento dependendo do tipo de ensaio. Para tal, há três maneiras principais segundo as quais uma carga pode ser aplicada: tração e compressão para a determinação do módulo de Young e cisalhamento ou torcional para o módulo de cisalhamento; sendo mais comuns os ensaios sob tração. Neles o corpo de prova é deformado com carga de tração que é aplicada uniaxialmente, paralelamente ao eixo mais longo do corpo de prova. Estes ensaios são comumente conduzidos para metais, à temperatura ambiente, pela facilidade de se prender o corpo de prova nos acessórios da máquina de ensaio. Já nos métodos dinâmicos (que serão vistos em detalhes mais adiante; vide Soluções Sonelastic® ) os módulos elásticos são determinados a partir da frequência de vibração natural (ressonância) do corpo de prova com amplitudes de vibração (deformação) mínimas. Métodos Dinâmicos (não-destrutivos) No estudo do dano por choque térmico, por exemplo, é possível avaliar a evolução da resistência mecânica medindo-se o módulo de Young simultaneamente com a aplicação sucessiva de ciclos de choque térmico. Se fosse utilizada outra técnica, para a medição de módulo de ruptura, seria necessária uma amostra para cada medição. História Os fundamentos matemáticos para os cálculos dos módulos elásticos dinâmicos com precisão foram desenvolvidos entre a década de 1940 e 1960. Pickett apresentou em 1945 as equações para o cálculo dos módulos elásticos e da razão de Poisson a partir dos modos de vibração fundamentais. As equações propostas por Pickett contam com fatores de correção empíricos para barras e cilindros com baixa razão de aspecto. Em 1960 Kaneko apresentou um refinamento para as equações de Pickett generalizando-as para modos de vibração de qualquer ordem, e não apenas para os modos fundamentais. Nas décadas de 1960 e 1970 foi desenvolvido o método de excitação por impulso e o equipamento Grindosonic; que popularizou a caracterização dos módulos elásticos dinâmicos e estendeu o método para o campo do controle de qualidade e inspeção. Neste método, a partir de determinadas condições de contorno mecânicas, o corpo de prova é excitado em um determinado modo de vibração por uma "pancada". O equipamento capta esta vibração com um sensor piezoelétrico ou microfone e informa ao usuário a respectiva frequência de ressonância, a partir da qual são calculados os módulos. O Grindosonic é comercializado com as mesmas funcionalidades até o presente momento, porém na década de 1990 foram desenvolvidos, e atualmente estão sendo aperfeiçoados, sistemas de medição automatizados para a caracterização dos módulos elásticos de materiais refratários em função do tempo e da temperatura. Estes sistemas são baseados em computador e apresentam diversas vantagens frente ao tradicional Grindosonic, principalmente na discriminação das frequências, por exemplo, o Sonelastic® Stand Alone, que além da frequência fundamental, também lista as frequências harmônicas presentes e os respectivos amortecimentos. Dada a importância assumida, os procedimentos de caracterização não-destrutivos pelos métodos dinâmicos foram normatizados, e realizados esforços interlaboratoriais e intertécnicas para harmonização, além da elaboração de estudos e guias de boas práticas de caracterização. Os métodos dinâmicos subdividem-se em: Excitação por impulso (Norma ASTM E1876) A Figura a seguir mostra um esquema básico do posicionamento da amostra para medida das frequências de ressonância flexional e torcional para este método. O pulsador é o equipamento que aplica o impacto no corpo de prova para gerar as vibrações mecânicas, sem danificá-lo; e o transdutor o que capta a resposta acústica e a transforma em sinal elétrico de maneira que possamos ler as frequências de ressonância.
Note que a amostra deve ser apoiada na posição dos nós da ressonância fundamental e o impulso deve ser dado no local de maior amplitude. As frequências são então relacionadas aos módulos elásticos.
Varredura de frequência (Norma ASTM 1875) O tamanho e formato da amostra e os tipos de excitação da vibração devem satisfazer as soluções matemáticas estabelecidas e para isto, a geometria mais comum é a com forma de barra de seção transversal quadrada e circular, excitadas longitudinal, flexional e torcionalmente. O tamanho da amostra geralmente depende do material a ser testado. As dimensões devem ficar em uma faixa de valores, de maneira que as frequências de ressonância estejam dentro dos limites que o equipamento possa medir (principalmente os transdutores). A parte mais delicada do sistema é o acoplamento entre os transdutores (excitação e recepção) e a amostra. O ideal é que o acoplamento não interfira nas frequências naturais de vibração da amostra e para tanto o acoplamento não deve impor inércia ao sistema, ou seja, adicionar massa significativa que possa afetar as frequências dos modos normais de vibração. Se o fizer, deve estar sob controle de modo a gerar influência avaliável. Há equipamentos nos quais a amostra fica suspensa por fios e aqueles nos quais ela fica apoiada nos nós de vibração, por exemplo, o Scanelastic®. No caso de acoplamento em que há um contato direto das hastes de acoplamento dos transdutores com a amostra, elas devem permitir que a amostra oscile sem restrições significativas no modo de vibração desejado. A Figura a seguir exibe um exemplo desse tipo de acoplamento, para os modos flexional e torcional de vibração. Neste caso a amostra é apoiada na posição dos nós da ressonância fundamental: 0,224L e 0,5L de cada extremidade para o modo de vibração flexional e torcional, respectivamente.
A Figura a seguir mostra o equipamento Scanelastic® da ATCP Engenharia Física, para a técnica de ressonância de barras.
Esta seção do site é um resumo de parte do Informativo Técnico-Científico ITC-ME/ATCP: Módulos elásticos: visão geral e métodos de caracterização. |








